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Biblioteca de Fátima

A Biblioteca de Fátima, inaugurada em Dezembro de 1995, com base num protocolo entre a Junta de Freguesia e a Fundação Calouste Gulbenkian, é hoje um ponto cultural de referência na cidade de Fátima. 

Tutelada atualmente em exclusividade pela Junta de Freguesia de Fátima, é preocupação da autarquia manter o acervo atualizado, com a aquisição permanente de livros e publicações periódicas. Também o espaço físico foi recentemente remodelado. Dotada de computadores com espaço Internet, tem uma secção infanto-juvenil, bem como documentação audiovisual e publicações periódicas. 

Os utilizadores da Biblioteca para além de usufruírem do serviço de fotocópias e impressões, também podem fazer o empréstimo domiciliário de documentos.

Sugestão de Leitura

HARARI, Yuval Noah - Sapiens, de animais a deuses : breve história da humanidade. 15ª ed.. Lisboa : Elsinore, 2018. ISBN 978-989-8864-08-6   Harari é professor de História...

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  CRUZ, Afonso - Princípio de Karenina. Lisboa : Companhia das Letras, 2018. ISBN 978-989-665-692-8   Sendo também cineasta e ilustrador, profissionalmente falando, Afonso Cruz é o paradigma do escritor requintado....

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Novidades

Princípio de Karenina

Um gentleman em Moscovo

Sapiens: breve história da humanidade

A máscara de África

Quarenta dias sem sombra

Homo Deus

Princípio de Karenina

 

CRUZ, Afonso - Princípio de Karenina. Lisboa : Companhia das Letras, 2018. ISBN 978-989-665-692-8

 

Sendo também cineasta e ilustrador, profissionalmente falando, Afonso Cruz é o paradigma do escritor requintado. Manipula a língua portuguesa de um modo límpido, claro, e com ela faz tecituras de clarividência única: pelo modo eufónico como a sua prosa parece sair de uma construção poética; pela criatividade espontânea com que consegue fabricar imagens literárias de rara beleza; pelo bom domínio da sintaxe com que constrói as sua frases.

O livro parece ter sido inspirado numa viagem real às terras que no século 16 se designavam por Conchichina ( Camboja, Vietname ). Na verdade, o narrador, autodiegético, descreve uma ficção para um narratário geral, sendo que, numa segunda parte, o narratário é uma suposta filha sua, que tivera de uma relação ilícita com o amor da sua vida, configurado aqui como uma refugiada de guerra vietnamita.

A quase totalidade desta ficção passa-se numa qualquer vila provinciana portuguesa, em meados dos anos sessenta, embora com trânsitos pelo sudeste asiático. O narrador tem uma deficiência física: tem um problema no pé, desde nascença, que o impede de caminhar normalmente. Este é o selo que o marca, ao longo da história. O distanciamento do pai, para quem tudo é bárbaro, após transposta a soleira da porta; o amor da mãe, sempre presente; a criada velha, que nunca para; a infância, a juventude, o enamoramento com a filha do dono da farmácia, a quem não ama; a envolvência com essa mulher oriental, que a dado momento entra em casa, para ajuda da velha criada. Com ela tem um caso, com ela surge esse sentimento a que nos habituámos a chamar amor. Grávida dele, parte para o Vietname, para acompanhar a morte do pai, mas cujo motivo profundo, afinal, foi o facto de ter sido planeado pela mulher, já sabedora das infidelidades do marido. Já não volta. Por causa da guerra. Passados dezasseis anos dá o narrador a viagem final até ao Extremo Oriente, em busca da mulher e da filha. Esta, desconhecendo a sua identidade, e portadora de alguma droga que traficava, acaba por enfiá-la, simulando um abraço, no bolso do casaco do pai, que o arrastará à morte, como se pagasse agora a fatura do esquecimento a que os tinha votado ao longo de dezasseis anos.

Se o trama é mais ou menos banal, já não é o floreado literário com que está escrito.

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Um gentleman em Moscovo

 

TOWLES, Amor - Um gentleman em Moscovo. Lisboa : D. Quixote, 2017. ISBN 978-972-20-6386-9

O livro conta-nos uma história que nos prende, justamente por duas razões, a saber: a primeira, porque está escrita num estilo literário, que nos faz perguntar se estamos a ler Dickens ou Gogol – tal a amplitude do esmero técnico que Towels emprega; a segunda, exatamente porque traz implícita a noção do contraditório, dada a inserção temporal do romance: a revolução bolchevique de 1917 e anos subsequentes, ou de como um conde, educado nas artes das boas maneiras, da literatura e das artes europeias, sobrevive como empregado de mesa no melhor hotel de Moscovo, onde se encontra, apesar de tudo, em prisão domiciliária, servindo a nova “nomenklatura” do estado.

Towels, o autor, americano dos quatro costados, leva o leitor a comungar todo o ambiente literário e musical dos clássicos russos e europeus com a perícia como se defendesse uma tese de doutoramento. A belísssima construção sintática, a descrição do pormenor, a elaboração de momentos psicológicos cativa-nos desde o início.

O conde Rostov passa por mil e uma peripécias humanas, que ultrapassa sempre devido à sua máxima de vida, que lhe foi transmitida por um Grão-Duque: “se não dominas as tuas circusntâncias, serás dominado por elas”.

Conhece uma menina dos seus nove anos, no hotel. Com ela percorre os sótãos, as caves, os sítios escusos, onde só uma criança se lembra de ir. Ela cresce e foi à sua vida. Passados anos, aparece-lhe com uma filha, tida com o seu marido, que se encontra desterrado, lá pela Sibéria. Com quer ir ter com ele, pede-lhe por tudo que a eduque, que brevemente voltará por ela, coisa que nunca acontece. Com ela, o conde estabelece uma relação, que se vai transformando, de afeto a devoção, a amor paternal. Como ela se torna uma pianista exímia, parte em digressão para Paris. Da sua prisão domiciliária, o conde delineia a fuga dela, com a conivência de diplomatas, que sempre conhece no Hotel Metropol, onde trabalha. Ficaríamos esperando que o conde se lhe juntasse, em Paris, para viverem as suas vidas. Mas Rostov configura a sua fuga para a Finlândia, embora acabe por ficar na sua terra natal, nessa Nizhny Novgorod, terra da sua infância, do seu palácio arruinado, terra das macieiras em flor, da sua juventude.

Por vezes sucede isto a um leitor: encontrar realmente um bom livro.

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Sapiens: breve história da humanidade

HARARI, Yuval Noah - Sapiens, de animais a deuses : breve história da humanidade. 15ª ed.. Lisboa : Elsinore, 2018. ISBN 978-989-8864-08-6

 

Harari é professor de História na Universidade Hebraica de Jerusalém, com formação na Universidade de Oxford, onde fez doutoramento. Até aqui nada de mais, embora falemos de duas prestigiadas universidades mundiais. O que nos fascina é mesmo o conteúdo do livro. Embora a sua especialização seja história, o autor tem a coragem de abordar novos caminhos, por veredas ínvias, tentando explorar todo o conceito que subjaz na máscara de Homo Sapiens. Fá-lo, explorando os caminhos da biologia, da antropologia, da história, da arqueologia, da economia, da religião, da química orgânica, da computação e, enfim, de toda uma série de ramos de saber, que nos habituámos a ver como independentes e estanques. Nesta última ( computação, embora a ideia esteja mais difundida em outro título seu: Homo Deus ), reafirma que toda a criatividade ou obra de arte obedece a um algoritmo. O autor não tem nada a perder: arrisca tudo. Quer se goste ou se odeie. Eu, pessoalmente, acho fascinante, não só pela coragem, mas pelos argumentos científicos empregues em favor da sua tese. O autor descasca o homo sapiens como se fora cebola, tentando encontrar no seu cerne algo, alguma coisa de imutável, de eterno, algo a que nos habituámos a chamar alma. Escusado será dizer que Harari não encontrou alma nenhuma, embora esta não seja a questão chave do livro. A questão básica é encontrar o Homem na sua totalidade, despido de todos os conceitos, mormente aqueles advindos da nossa história cultural, dados como certos. O homem tornou-se agricultor por mero acaso ( poderia ter continuado indefinidamente a ser caçador-recoletor). Há, paralelamente, um grito de alerta sobre as condições de vida do homem atual. E também da nossa desumanidade, permitindo infligir aos animais sofrimentos sem conta, para que o Sapiens possa viver. Na parte final, o autor antevê alguns cenários possíveis para a humanidade e daquilo que eventualmente nos espera. Seres biónicos, metade humanos, metade máquinas, a versão 2.0, um ser que pode prolongar a vida por quantidades assinaláveis de tempo. Por alguma razão, esta é já a 15ª edição do livro em Portugal.

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A máscara de África

HARARI, Yuval Noah - Sapiens, de animais a deuses : breve história da humanidade. 15ª ed.. Lisboa : Elsinore, 2018. ISBN 978-989-8864-08-6

 

Harari é professor de História na Universidade Hebraica de Jerusalém, com formação na Universidade de Oxford, onde fez doutoramento. Até aqui nada de mais, embora falemos de duas prestigiadas universidades mundiais. O que nos fascina é mesmo o conteúdo do livro. Embora a sua especialização seja história, o autor tem a coragem de abordar novos caminhos, por veredas ínvias, tentando explorar todo o conceito que subjaz na máscara de Homo Sapiens. Fá-lo, explorando os caminhos da biologia, da antropologia, da história, da arqueologia, da economia, da religião, da química orgânica, da computação e, enfim, de toda uma série de ramos de saber, que nos habituámos a ver como independentes e estanques. Nesta última ( computação, embora a ideia esteja mais difundida em outro título seu: Homo Deus ), reafirma que toda a criatividade ou obra de arte obedece a um algoritmo. O autor não tem nada a perder: arrisca tudo. Quer se goste ou se odeie. Eu, pessoalmente, acho fascinante, não só pela coragem, mas pelos argumentos científicos empregues em favor da sua tese. O autor descasca o homo sapiens como se fora cebola, tentando encontrar no seu cerne algo, alguma coisa de imutável, de eterno, algo a que nos habituámos a chamar alma. Escusado será dizer que Harari não encontrou alma nenhuma, embora esta não seja a questão chave do livro. A questão básica é encontrar o Homem na sua totalidade, despido de todos os conceitos, mormente aqueles advindos da nossa história cultural, dados como certos. O homem tornou-se agricultor por mero acaso ( poderia ter continuado indefinidamente a ser caçador-recoletor). Há, paralelamente, um grito de alerta sobre as condições de vida do homem atual. E também da nossa desumanidade, permitindo infligir aos animais sofrimentos sem conta, para que o Sapiens possa viver. Na parte final, o autor antevê alguns cenários possíveis para a humanidade e daquilo que eventualmente nos espera. Seres biónicos, metade humanos, metade máquinas, a versão 2.0, um ser que pode prolongar a vida por quantidades assinaláveis de tempo. Por alguma razão, esta é já a 15ª edição do livro em Portugal.

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2495-450 Fátima

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